
Realmente a lógica do Futebol parece que faz o campo parecer um mar de rosas, com Pelés abundando aqui e ali.
No dia a dia em Futebol City tudo é tão bom e fodão, a estrutura é tão cheirosa e perfeita que nego pode exigir, bater, esmurrar, ameaçar e acha ruim quando os alvos reclamam.
A truculência diária, travestida de macheza, a mesma macheza que oprime homossexuais e negros, é do jogo, dizem eles, acha bacana pagar de macho acompanhado de marmanjos armados pra assustar elencos e bancar o bom de bunda porque um profisisonal competente desmonta sua autoridade incompetente.
O primeiro caso, a invasão de vestiário por um merdinha do conselho da Lusa, é uma das coisas mais parecidas com o Brasil clássico, aquele da escravidão que eu conheço e é tão recorrente que parece que é uma busca de relembrar que mesmo com a propaganda desesperada da mídia gorda, ainda somos o Brasilzão véio sem porteira, onde o poder é dividido entre coronéis e lordes e quem se fode é a ponta, o profissional, ex-escravo, mas visto como tal.
A lordiária, hoje toda dona de jornalão, quatrocentona cheirosa de fraque, empresária industrial e comercial, com roupitchas fofas e passagens por Paris, adora fingir matar coroné, até que pinte um Zumbi por perto para ser assassinado ou cooptado. Eles odeiam o Sarney hoje, pra matar algo que se assemelha, mesmo que de longe, a um Zumbi dos Palmares, mas o amavam quando ele servia para apaziguar ou dar porrada no lombo da mulambada que queria comer e direitos políticos claros.
Eles odeiam o "amadorismo" do Futiba Brasileño,
mas reformam seus estádios "profissas" com cada vez mais camarotes e com o espaço pro torcedor mais pobre, porque pobre só vai ao estáido no natal, fazem reformas que ainda o mantém como gado.
Eles adoram gritar por aí por modernização, mas ainda tratam jogador como imbecil, como criança, como... escravo, o tratando na base da porrada, nos clubes "amadores" de armas em punho, os seguranças ou a torcida insuflada pelos machões, ou na base do cerceamento de liberdade, as malditas concentrações, como é nos clubes "modernos". O futebol tem um quê de navio negreiro, com concentrações que cheiram a senzalas.
O Segundo exemplo é sobre a síndrome do pequeno poder que grassa no incompetentíssimo staff do Fluminense, onde o Tote Menezes me demite um médico aclamado por seus pares em nome da hierarquia.
E sabe porque, gentem?

Porque o imbecil do Tote disse que ia dispensar o Urrutia, jogador que a torcida quer, que o técnico favorito da Patrocinadora (Porque essa besta e seu sapo chefe, Horcades, odeiam a Unimed por ela ser menos incompetente que eles) quer, que o Gerente quer, que até JPII quer, E o Médico, bom que só, curou o cabra de lesão e o cabra tá feliz e vai jogar pra caralho.
Mas Sinhozinho quando manda, sinhozinho quer que bedeça, mizinfio!!
E tome decisão em caráter irrevogável.
Genial. O Flu essa pujança, esse líder do campeonato, esse fodão 5 estrelas nos últimos anos, esse... como? Não é líder? Tá na merda? Na boca pra ser rebaixado? Meeeeeeeeu Deus! E ele manda um dos melhores especialistas em medicina esportiva embora? Idiota, burro, sem noção, arrogante coronézinho.
Se fosse excessão, eu ficava na minha, mas é regra e não no Flu ou Lusa, no Futebol Brasileño.
Mas relaxem, vem a copa 2010, depois (Pra frente Brasil!!) a copa 2014 e tudo vai bem... bem pro ralo.